Tão natural quanto a luz do dia
Mas que preguiça boa, me deixa aqui a toa
Hoje ninguém vai estragar meu dia
Só vou gastar energia pra beijar sua boca...
Quando ouvi essa música pela primeira vez, era uma linda manhã de segunda feira e eu havia saido para fazer uma corrida a beira da praia, parei, olhei como o dia estava lindo e o céu de um azul indescrítivel o sol brilhava, a água morna molhava meus pés, foi um momento simples porém que me trouxe uma paz interior que há muito tempo não sentia. E é isso que quero contar a vocês hoje, não há nada melhor que tirar um momento para poder ficar em paz, e se libertar das coisas que te causam preocupação, isso faz um bem danado. Mesmo que por cinco minutos, faça o que te agrada, e recupere as forças para poder seguir na luta de todos os dias.
É isso gente, hoje estou meio zen, mas isso não é ruim, pelo contrário, aprecio meus poucos momentos de paz e tranquilidade. Aproveite os seus também!
sexta-feira, 26 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Você Tem Um Futuro ?
Olá gente, o post hoje não é de minha autoria, é uma reprodução de um ensaio da revista "Filosofia" da editora escala n° 16 para quem quiser comprar. Achei o texto um tanto quanto bom para fazer uma reflexão e se inspirar, como sempre...
Espero que gostem.
Espero que gostem.
Ter ou não futuro à luz de Hegel
Por Andréa Trompczynski.
Dia desses, numa conversa típica de abobrinhas, um amigo muito caro me perguntou: “Você tem futuro?” Meu silêncio foi longo. Precisei do auxílio material da minha cadeira predileta na cozinha por algumas horas. A questão, que, quando feita por ele, era nada profunda, para mim ressoou como um bumbo. Tenho um futuro? Pensei no Laertes, o meu irmão perfeito, sempre difamando o pobre do Hamlet, que sou eu. Laertes definitivamente tem um futuro. Laertes aparece cada vez com um novo carro, que apenas vislumbro da janela, já que, por coisas da vida, não nos falamos há tempos.
Laertes terá filhos brilhantes, engenheiros da Nasa, sofá caríssimo, provavelmente um convite para sócio perpétuo do Rotary Club. Sua moral é inatacável, a perfeição na Terra. Entristeci por alguns minutos, pensando que nem eu teria esse futuro e nem mesmo o desejava. Não me dava tesão. Então, ele chegou. O velho Hegel chegou e me redimiu, mais do que isso, me alçou a pedestais nunca imaginados por Laertes. Ele disse: “Andréa, não apenas tens um futuro como tu és o futuro!”, abri a janela e gritei: “Sou um destino!” Para Hegel, o futuro é o progresso, o devir. O devir é o ser em movimento, as rodas da engrenagem do pensamento indo e indo, barulhentas, aquele zumzum das conexões em nossa cabeça. Hegel, então, delicadamente me propôs a pergunta: “O que precisamos para progredir?” Mais informações, mais detalhes, mais determinações. Tudo o que desejo, muito mais detalhes, muito mais conhecimento, a tal da ambição mental. Veja o ser em si: apenas é. Humano ou coisa, tem um nome, uma determinação.
Seria, para mim, o espécime mais primitivo. O ser-aí: tornou-se uma forma de ser particular, ele progrediu, teve um vislumbre de futuro. O ser em si bestava lá, em meio ao rebanho, apenas mais uma ovelha na massa toda, sem distinção alguma. O ser-aí não nega o rebanho, mas distingue-se dele, se dá um nome, se diferencia. Progride. Chama-se de um outro. Veja, para me chamar de outro algo, outro tipo de ser ou algo assim, é necessário que eu tenha passado primeiro pela estupidez inerte de ser apenas um ser em si. Apenas existir: levantar, comer, transar, comprar, dormir. Ser membro do Rotary Club. Um ser imbecilizado, que já fui. Minhas idéias na fase do ser-aí eram apenas outras idéias, diferenciadas das dos que estavam à minha esquerda e dos que estavam à minha direita, como se todos fossem azuis, e eu, azul-anil, para usar uma imagem explicativa. Mas, veja, que lixo essa parte do progresso, do “ter um futuro”: precisamos e dependemos dos contornos e limitações que o outro determina, para que, neles nos baseando, possamos nos distinguir. Dizia, eu, então, nessa época: não sou como eles porque não penso, não vejo, não falo como eles. Creio que é a época de rebeldia de todos nós, o ser-aí de Hegel seria a nossa adolescência emocional – que independe da idade cronológica. Havia a nossa própria delimitação, uma sucedendo a outra, nos limitando de novo e de novo ad nauseum. Ainda podíamos ser todas as tonalidades de azul, mas só se poderia ser azul, nada mais. Uma ovelha, ainda, mesmo que já um pouco questionadora. Sempre insatisfeita, claro, aqui, sentindo a tristeza, a dor, a inquietude de consciência típicos de quem se distinguiu. Eu lembro bem dessa época, e Hegel fala que nessa fase se passa pela imposição do dever-ser (sollen), a exigência de escapar às limitações, de ir além dessa determinação em particular, de não se sentir contente em ser azul-anil. Eu pensava? Não, eu distorcia uma idéia já antiga. Pegava a idéia de outro e a torcia. Isso não era raciocínio, era a minha consciência totalmente limitada à consciência dos outros. Então, progredi. Hegel chama a próxima fase de ser para si.
Depois do distanciamento, há uma segunda negação, “é o momento mais íntimo, mais objetivo, da vida do espírito, pelo que a gente se torna um sujeito, uma pessoa, e uma pessoa livre”. Aqui, é o momento em que conseguimos a maior dádiva do mundo: a reflexão. Eu então nego todas aquelas limitações impostas pelo que eu via nos outros, como meu parâmetro para poder me distinguir. Mas há alguns nomes dos quais não posso me emancipar, como minha própria natureza humana, minha condição de mulher etc.
Qual é a chave então para que se progrida a até o ser para si? Tcharam ram ram ram! As leis, arrá! Descobrir as leis que governam o entendimento, a sensibilidade, a ação. Então, estou nem ligando, nesse estágio, se a sociedade impõe que deseja que eu seja rica, peituda e feliz como um comercial de margarina. Estou totalmente já desligada do dever-ser, já não me importa mais, as rédeas do status social se arrebentam totalmente. Inclusive, aqui estamos naquela tênue linha entre lucidez e loucura, percebo que já se romperam também as rédeas da razão e principalmente da razão socialmente aceita – que é medíocre e burra. O salto é livre, jamais imposto, somente proposto. Nesse estágio, já não se baseia mais no outro. Nesse estágio, tudo é apenas – inclusive, e principalmente, o conhecimento e os livros – sugestão. Aqui, nós temos o raciocínio verdadeiro, o pensar puro. Puro! Mas, essencialmente é se descobrir o modus operandi de uma certa dinâmica da vida e inventar outra. Assim, bem doido: não gostei, vou criar outra. Mas, ainda assim, aqui nesse ponto é preciso reconhecer que se depende de certas coisas, afinal, somos as tais ovelhas e precisamos sobreviver, precisamos de água, comida e calor para isso. Infelizmente, no entanto, não é uma escada de progresso estanque, linear.
Podem-se intercalar as fases. Posso ter dias mais primitivos, ou momentos ou segundos. Como o tempo também não é linear. Não se sabe exatamente ainda a forma gráfica de representação do tempo, apenas se tem certeza de algo: não é linear. Terei um futuro? – pergunto novamente. Posso, sim, ter um futuro agora e posso voltar a ser uma cebola irracional em poucos segundos e não terei futuro – intelectual, subentendido, já que o outro não me desperta interesse nenhum – algum. Não é linear, não é progressão pura e simples.
Os estágios convivem todos dentro do ser e, ao mesmo tempo em que somos a ponta da evolução, somos a cebola. A droga de estar na fase para-si é a negação total. Não sou mais o oposto dos meus pares, não tenho mais referências. Nos sentimos sem nome, sem rótulo, sem casa, sem ninho nenhum, sem um lugar no qual sentir igual aos outros. E precisamos, na vida, sentir identificação, ter “espelhos”, pelo menos é o que dizem os especialistas – e membros do Rotary Club. Então, há um futuro a nos esperar, depois de tudo. Não linear ou com degraus para escalar, mas, ainda assim, a possibilidade de um tempo, ainda assim um futuro. A superação. Uma ordem de realidade mais completa. Caramba, eu quero isso. Ambiciono isso. Aqui, eu acredito que, enfim, compreendemos. O quê? Gostaria muito de saber. Sim, tenho um futuro e ele coexiste com meu presente. Ele está aqui, lá e acolá e a qualquer momento vou senti-lo. Hegel, querido, sua visita foi um prazer.
sábado, 30 de março de 2013
ATÉ ONDE VOCÊS PRETENDEM CHEGAR?
Leiam a matéria e concordem ou não comigo...
http://literatortura.com/2013/03/26/julia-gabriele-e-o-porque-de-o-cyber/
Bom eu queria profundamente compreender certas coisas, todavia penso, até que ponto as pessoas são capazes de chegar? Ao invés de evolução o que consigo ver é um retrocesso, a cada dia que passa as pessoas agem como animais, (por que não há racionalidade em atitudes como essas) e olha que elas são comuns, mas o que vem ao caso é, a sociedade está destruindo a infância, alguém me responde por que diabos uma garota de 11 anos deve pertencer aos malditos padrões que até mesmo atormentam pessoas adultas? Infelizmente situações como essa só tendem a crescer, brincadeira é diferente de tortura psicológica. Ela é mesmo obrigada a compreender que tem que aparentar ser algo que querem que ela seja ou caso contrário será excluída? Nem adultos entendem o por que são submetidos à essa situação. Eu não sei o que pensar, o que dizer, isso é lamentável e horroroso, a sociedade do espetáculo faz isso com as pessoas, e não anda perdoando nem as crianças. Somos obrigados a criar uma imagem para agradar pessoas que não nos conhecem, que não se importam com você, mas caso você não as agrade você é desprezado,humilhado e ridicularizado. Embora isso me revolte profundamente, já me cansei dessa palhaçada exposta no grande espetáculo da sociedade. Pensem bem a respeito, e não queiram fazer parte desse grande grupo de pessoas que não possuem o mínimo senso de humanidade.
terça-feira, 26 de março de 2013
Sobre O Exagero do Trabalho e o Descarte do "Tempo Livre" na Sociedade Atual
Por que trabalhamos? Para poder
comer, ter conforto, adquirir bens de consumo, ou seja, para satisfazer nossas
necessidades impostas pela sociedade capitalista, mas e o nosso “tempo livre”?
O que fazemos com ele? E o que poderíamos fazer para aproveitá-lo?
Hoje enquanto lia uma matéria da
revista filosofia, fiz algumas descobertas e confirmei algumas ideias que tinha
e vou compartilhá-las com vocês.
A cada dia que passa o ritmo nas
cidades só acelera e as pessoas se submetem a jornadas de trabalho exaustivas e
desgastantes, isso em função da necessidade de consumir que cresce exponencialmente
todos os dias. E há os momentos de folga que todos têm direito quando exercem
uma tarefa obrigatória, o que a maioria das pessoas fazem, é utilizar esse
tempo para atividades “culturais”, ou simplesmente descansar por horas e tentar
se livrar de todo cansaço físico e mental.
E o que eu quero dizer com isso?
Bom, a filosofia nasceu com tempo livre, ou ócio, e foi através desse tempo que
os indivíduos começaram a fazer questionamentos acerca das coisas, criticar os
moldes sociais e etc. Logo, para pensar, racionalizar, criticar é preciso
tempo, mas segundo a máxima capitalista “tempo é dinheiro” e dessa forma as
pessoas não perdem tempo pensando,
afinal há coisas mais importantes como assistir um programa de fofocas na tv...
Aqui vai um trecho da matéria
para que vocês leiam e reflitam quanto a isso:
"A negação do ócio leva à
desvalorização de qualquer atividade que não gere um lucro imediato e
mensurável. É assim que as atividades artísticas em geral e a filosofia, no âmbito da educação, vão ser desvalorizadas pelo
tecnicismo ou, no mínimo, não serão levadas muito a sério. [...] O próprio
lazer, que deveria ser o espaço do ócio moderno, torna-se alienado, não
criativo, mero tempo para se consumir mais e mais ou, o que é pior para o
descanso da fadiga diária e recuperação das forças para o próximo período de
trabalho. [...] Quantos executivos já estão trabalhando em casa, na praia ou na
piscina? Inverte-se a lógica: não se trabalha para viver, mas vive-se para
trabalhar! Tudo gira em torno do mercado, tudo se torna mercadoria na sociedade
de consumo e consumista, inclusive o próprio lazer. O lazer que deveria ser
criativo o ócio dos místicos, dos filósofos, dos artistas, já não encontra
lugar nesse mundo da produção, do lucro e das “leis do mercado”. E até a arte,
o ócio e a fé se tornam mercadoria! Tudo
tem um preço no mercado comum da vida humana. Não seria essa uma das causas
existenciais do aumento do consumo de drogas em todo mundo? É possível superar
tanta alienação e ainda ser feliz?"
Bom gente, conseguiram
problematizar? Até os nossos momentos que deveriam ser reservados para nós, são
carregados de cultura de massa que buscam arrancar lucro em cima de pessoas sedentas
de alguma coisa que forneça comodidade e a alegria superficial, nessa sociedade
que torna seres complexos em mentes fúteis e incapazes de raciocinar de forma
crítica. É olhado por esse lado, que compreendemos o porquê de tudo hoje ser
tão banal tão instantâneo, o conhecimento não se fortalece, o excesso de
informação sobrecarrega as pessoas, e tudo o que resta é continuar correndo igualmente
a ratos dentro dessa roda que é a sociedade.
É preciso libertar-se dessa roda
e seguir por outros caminhos, e que esses outros caminhos sejam escolhidos por
você, é preciso ser livre e desligar-se para poder aproveitar o pouco que
podemos e desse aproveitamento fazer coisas úteis que favoreçam nosso
engrandecimento como ser.Vou concluir com outro trecho da matéria, e espero que
que tenham gostado!
“Tempo livre, portanto, somente é
livre se existencial, se embriagado de vida, e embriagar-se de vida significa
libertar-se do mundo prescrito, da realidade da televisão, dos filmes em que
tudo funciona perfeitamente, e da visão científica em que tudo é amarrado e
ajustado logicamente. Embriagar-se de vida é permitir-se ao prazer da
existência, assim como também permitir-se à dor da existência. Há quem deixe de
viver por temer a dor da perda, ou então insiste em forjar explicações
racionais para não usufruir o prazer ou para apaziguar a dor. Assim tudo fica
mais fácil, mas inevitavelmente se torna também artificial. Às vezes o sentido
de certas expressões diz muito pouco ou está muito aquém da realidade que se
pretende comunicar. [...] Portanto, trata-se de abdicar de crescer e abrir
caminhos, de negar a existência em favor de uma segurança impossível.”
Para quem quiser conferir a
matéria completa: DESOTI, C. COSTA, V. Reflexão e Prática: Ócio versus Preguiça; Tempo Livre de Sísifo.
Filosofia, n° 78, p. 36 – 50, Janeiro, 2013.
sábado, 23 de março de 2013
I'M BACK!
Olá pessoas!
Estou de volta ao meu cantinho, depois de um longo tempo, e não pretendo abandoná-lo mais! O que aconteceu foi que eu havia perdido a senha e por milagre de buda, são longuinho, padrinhos mágicos ou sei lá o que consegui me lembrar! E também, meu tempo ficou escasso, mas agora pretendo me dedicar ao que é mais importante, adiquir e passar adiante a melhor coisa que a vida pode nos dar, CONHECIMENTO!
Talvez a cara dos artigos do blog mude um pouco pois todos evoluímos, e confesso que agora penso um tanto quanto diferente, não sei se melhorei ou piorei mas mudei, contudo, a essência da Bethânia que vos escreve ainda é a mesma. Espero poder continuar fazendo aqui o que sempre procurei fazer, encontrar a paz (e revoltar-me também, rrsrsrs) através dessa arte que não domino muito bem mas ao menos tento, que é escrever.
E para uma entrada trinunfante preciso de boa música! Essas que irei postar são minhas paixões/hipnose/nirvana do momento, Escolhi as três pois são composições magníficas em todos os âmbitos possíveis! Espero que gostem, e apreciem...
UM SUPER BEIJO :*
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